sábado, 5 de junho de 2010

Raízes afro-asiáticas nas genealogias bíblicas[1]



Raízes afro-asiáticas nas genealogias bíblicas[1]
Quinta-feira, 11 de agosto de 2005 - 13h19min

por Maricel Mena-López[2]

Outros

Nos meus anos de pesquisa, tenho constatado a carência de trabalhos na América Latina sobre as origens afro-asiáticas da Bíblia. Isto é, sobre as relações existentes entre povos asiáticos e africanos no mundo antigo. Durante muitos anos de pesquisa bíblica, não se estudou a participação dos povos africanos na história do povo de Deus. Até parece que somente chegamos a nos introduzir na tradição bíblica judaico-cristã a partir do período da escravidão e colonização européia. Este artigo quer, em alguma medida, corrigir este erro historiográfico sério. Quer também chegar até as comunidades negras cristãs que acreditam que é possível resgatar a nossa identidade reconstruindo a nossa memória histórica.

Este material quer ser um subsídio de trabalho para as comunidades, queremos integrar a antiga discussão entre o acadêmico e popular. E demonstrar em nossas linhas que é possível fazer ambas discussões sem uma excluir a outra.

1. O jardim do Éden fica na África?

Alguém de vocês já se fez essa pergunta? A primeira vez que eu me perguntei pelo paraíso, nunca imaginava que poderia ser na África, terra dos meus ancestrais. Mas como poderia, se até então só tinha aprendido que a África podia ser o lugar do purgatório, da morada do diabo, do inferno, mas nunca seria o jardim do Éden, o lugar onde os nossos primeiros pais Eva e Adão viviam em harmonia. Deus poderia, com sua infinita misericórdia, até nos aceitar depois de muitos rogos e penitências, mas nunca escolheria a África como sua morada. Se deus era branco, no meu imaginário, era lógico que ele não escolheria a terra dos negros para estabelecer seu paraíso. Somente hoje, depois de muitos anos de estudo, estou convencida de que a tradição bíblica tinha raízes profundas na África, por isso a nossa pergunta não é absurda. No imaginário religioso e geográfico dos israelitas, terras da África ocupavam um lugar privilegiado. Porém é absurdo nos perguntarmos hoje, depois de mais de dois milênios de história, porque até hoje se nos foi negada a nossa participação na tradição bíblica?

A geografia do paraíso de Gn 2.10-14, datada antes de 950 a.C[3], fala da mais antiga menção de Cuch ou Etiópia na Bíblia. Para os antigos israelitas, a África fazia parte do Jardim do Éden, sendo um dos extremos limítrofes. Vejamos:

“E um rio saía do Éden para regar o jardim, e daí se dividia, e tinha quatro braços. O nome de um era Pison; ele percorre toda a terra de Havilah, que ali há ouro e o ouro daquela terra é bom, ali há resina e pedra de ônix. E o nome do segundo rio é Gihon; ele é que rodeia toda a terra de Cush. E o nome do terceiro rio é Hidekel, ele é o que corre pelo oriente da Ashur, e o quarto rio é o Perut” (Gn 2.10-14).

Os dois primeiros braços circundam países da Arábia e África, enquanto que os dois últimos correm em direção à Assíria e à Mesopotâmia. As perguntas que lançamos aqui são as seguintes: quais são as relações existentes entre a Arábia e Cuch? Por que estes países estão no início da lista? Será pela importância que tinha para a cultura israelita da época? Se os israelitas deste período entendiam a África como parte do Éden, por que estes territórios foram omitidos na maioria das histórias e teologias bíblicas?

A terra fértil que rodeia o rio Pison segundo Gn 2.11, é conhecida pelo ouro, resina e pedra de ônix; todos estes produtos provêm de Havilah, no Sul da Arábia. A árvore de bdélio que dá a resina cresce particularmente na Arábia; também a pedra de ônix foi encontrada em vários lugares do Iêmen. É provável que este ouro de excelente qualidade provenha das minas de ’Ašam.

Hávilah, é conhecido especialmente pelas fragrâncias das resinas e incensos. Encontramos referências a esta terra também em Gn 25.18. Este texto nos informa que a descendência de Ismael, filho da escrava egípcia Agar, teria habitado “Hávilah até Shur, que está do lado leste do Egito, na direção da Assíria”. Mas o que tem a ver esta terra árabe com a região africana de Cuch?

De acordo com Gn 2.13, Cuch é o segundo braço a ser mencionado, e se localiza na região sul. A África faz parte do jardim do Éden. Contudo, na história da investigação deste texto, há a tendência de tirar Cuch do continente africano. Inclusive há uma corrente de pesquisadores que considera impensável que a África seja parte da demarcação do mundo feita pelos antigos israelitas. Alguns autores sustentaram a hipótese de que o rio Pison seria o rio Tigre da Mesopotâmia, porém não há nenhum rio da Mesopotâmia com esse nome. Também foi sugerido o rio mais importante de Jerusalém e da Judéia, o Jordão. Mas considero estas hipóteses pouco sustentáveis.

A identificação com o rio Nilo é feita a partir da informação fornecida pelo mesmo texto de que a terra que rodeia o rio Gihon é Cuch. Encontramos outras referências a este rio em 1Rs 1.33,38,45; 2Cr 32.30; 33.14. A partir destas referências podemos dizer que, no Antigo Testamento, os cuchitas estavam organizados em dois grupos. O primeiro está situado ao sul do Egito; e o segundo cruza o Mar Vermelho, incluindo a Península da Arábia, estendendo-se até a Mesopotâmia (Tigre e Eufrates)[4].

A partir disso há fortes indícios que me levam a afirmar que a Arábia seja território cuchita (e esta hipótese já foi defendida por mim na minha tese doutoral), e que os países africanos influenciaram a cultura semítica ocidental, tese já sustentada por vários pesquisadores africanos e norte-americanos, como Martin Bernal. Como vimos, os textos bíblicos desde muito cedo estabeleceram essa ponte entre a África e a cultura ocidental, porém, como já falávamos, essa história nos foi negada.

Diante deste quadro, percebo que as minhas percepções negativas com ralação ao continente africano não eram infundadas, pois a tradição bíblico-teológica cristã na qual me inscrevo fez de tudo para me fazer acreditar que da África não podia sair nada de bom. E essa experiência não é somente minha, ela se estende às muitas comunidades negras latino-americanas que tenho tido o privilegio de acompanhar. Perceber que estávamos lá no jardim do Éden desde o princípio, é uma descoberta fascinante para as comunidades negras. Chegam neste momento à minha memória os olhos brilhantes e saltitantes de tia Eufrásia, Seu Dito, Julio, Ivelin e Betty, entre outras tantas pessoas da comunidade negra que se emocionam com estas descobertas. Entendemos isto como um caminho importante para a recuperação da nossa herança bíblico-teológica.

2. Os nossos ancestrais estavam na Bíblia?

Esta segunda pergunta também parece absurda para aquelas e aqueles que nós chamamos de cristãos. Absurda pelo fato de sermos herdeiras e herdeiros de uma tradição com um discurso universalista de inclusão de todos os povos e culturas que se assumem como cristãos. O Deus que conhecemos não exclui ninguém, contudo, esse discurso universalista escondeu, durante muitos séculos, a nossa participação na cultura bíblica. Para a maioria dos cristãos, é absurdo pensar que na Bíblia temos a presença de africanos, ou melhor dizendo, de pessoas negras ou “pretas”, como usualmente nos chamam. Muitos pesquisadores chegam até admitir que o Antigo Médio Oriente foi habitado por “morenos”, “mulatos”, meio “negrinhos”, porém nunca negros, e menos ainda “pretos”. Então de onde saíram essas tonalidades? Se para os israelitas não era absurdo que de um só pai como Noé saíssem filhos tão diferentes, por que isso é tão impensável para os eruditos da Bíblia?

A Bíblia nos ensina que o povoamento do mundo se deu a partir da genealogia de Noé, que está registrada no texto de Gn 10. Estes textos são a maior ponte de identificação entre a África Antiga e o Antigo Israel. O patriarca Noé concebeu três filhos: Sem, Cam e Jafté. Os descendentes de Cam são: Cuch, Mizraim, Put e Canaã (Gn 10.6). Dos quatro filhos de Cam, três se instalaram na África e um na Ásia. Mizraim se instalou no norte da África. Mizraim se tornou o nome hebreu para designar o Egito. Cuch habitou o sul do Egito, Put, o terceiro filho de Cuch, é situado na Somália; estes povos desceram ao sul do continente, constituindo a nação dos povos Bantu. E Canaã corresponde à terra dos israelitas.

A primeira coisa que se tem que ter em conta ao estudar Gn 10 é que este capítulo é produto literário de duas tradições ou fontes literárias distintas, a Javista Gn 10.8-19,24-30 (usualmente datada na metade do século 10 a.C.) e a Sacerdotal Gn 10.1-7;20-23 e 31-33 (usualmente datada do século 5 a.C.) Estes escritos têm intencionalidades diferentes.

De acordo com a fonte Javista, o Egito (Gn 10.13-14) teria influência sobre os territórios europeus[5]4 . Cuch (Gn 10.8-12), por sua vez, teria influência na Arábia e na Mesopotâmia, pois Cuch, é listado como tendo relação com Betel, Accad e Nínive[6] . A formula “X gerou Y” é característica da tradição mais antiga, quer dizer; da tradição Javista. Esta tradição faz alusão às influências políticas e econômicas destas nações dentro desses territórios, idéia essa que se deriva da mesma raiz do verbo yld, (gerar; tornar-se pai”. Cabe notar aqui que no Antigo Testamento há numerosas referências à Cuch, ou antiga Etiópia[7].

Na lista das nações, segundo a fonte Sacerdotal, Egito é um dos filhos de Cam junto com Cuch, Put e Canaã (vv. 6-7). A fórmula “os filhos de X são Y” é característica desta fonte Sacerdotal: “os filhos de Cuch: Sabá, Hévila, Sabata, Regma e Sabataca, os filhos de Regma: Sabá e Dadã.” (v. 7). Sem dúvida, estes compiladores acreditavam que os povos da Arábia eram descendentes dos africanos, ou que estiveram sob seu domínio. Esta idéia veio da tradição Javista. Assim, a tese de que Cuch teria influenciado política e economicamente os povos árabes, continua adicionando um elemento importante, a filiação. Para a tradição Sacerdotal, a relação entre estes povos do horizonte afro-asiático dá-se em termos da filiação da humanidade.

Os irmãos Cuch e Egito aparecem juntos em muitos textos deuteronomistas. Em Is 20.3-6, Egito e Cuch são nações militarmente poderosas, capazes de dar a Judá esperanças de evitar a invasão assíria. Em Is 45.14 exalta-se o produto do Egito, as riquezas de Cuch e os povos de Sabá por sua grande estatura.

Em ambas as tradições, as genealogias das terras africanas são apresentadas como principais. Enquanto que as passagens javistas evidenciam influências políticas e econômicas, nas passagens sacerdotais essas influências aparecem como relações genealógicas. Enquanto a fonte Javista apresenta o quadro de influências africanas como primárias dentro do mundo, a fonte sacerdotal descreve um mundo no qual a influência africana é importante em razão da ancestralidade, da filiação e da irmandade. Esta relação genealógica é importante para a preservação da identidade étnica. Por isso, converte-se numa chave hermenêutica importante para as comunidades negras. Isto significa que os nossos ancestrais deixaram para nós também esse legado bíblico que potencializa os nossos anseios de justiça para o povo negro.

No antigo Testamento há diferentes formas que incluem Cush: há referências de nomes de indivíduos: Cushi (Sof 1.1); de lugares: Cushan (Hab 3.7); e pessoas nomeadas como cuchitas. Fontes arqueológicas e bíblicas relacionam Cuch com o Egito em diferentes contextos (Ez 29.10, 30.9; Sal 68.31; Na 3.8-9; Is 20.3-5). Em 1 Rs 19.8-13 e Is 37.9, se conta que o rei Taraca de Cuch entrou em combate com Assíria. Este rei pertence a 25ª Dinastia Cuchita, que comandou o Egito no período de 727-656 (Clayton 1994: 190-193).

O termo Cush, e suas derivações, é empregado 40 vezes no AT. Foram os gregos que batizaram a terra dos cuchitas de Etiópia, e esse título não necessariamente corresponde à localização da Etiópia atual. Heródoto nos diz que os etíopes ocuparam o país imediatamente ao sul de Elefantina (...) onde se chega a uma grande cidade chamada Meroé, esta cidade diz ser a capital da Etiópia (Heródoto II.9). Há acordo total entre os estudiosos de que o reino de Cuch seria o que é na atualidade o Sudão ao sul do Egito. Na Odisséia de Homero os cuchitas foram identificados como os mais remotos dos homens. Em séculos recentes (400 anos atrás), o termo Cuch foi utilizado para designar as partes da África habitadas por “pessoas pretas”. E, em 1800, foi utilizado para incluir toda a África “preta”.

3. Concluindo

Neste artigo me propus fazer uma aproximação histórica às origens das antigas civilizações cuchitas e suas relações com o povo israelita. A tese fundamental é a afirmação de que o império cuchita é essencialmente africano, que ele se teria formado a partir do povoamento saariano. A população cuchita teria saído da região de Camarões ou da região dos grandes lagos, indo para o norte, isto é, o sul do Egito, estendendo seu domínio até a península da Arábia. Isto permitiu migrações constantes de tribos árabes para o Chifre da África. Os que migraram para o sul do continente formaram a grande família Bantu.

Uma das primeiras referências a respeito das relações de Cuch com o litoral do Iêmen chegou dos textos veterotestamentários. As genealogias bíblicas de Gn 10.1-32 e a história de Ismael (Gn 21.8-21 e 25.12-18) falam que os descendentes de Ismael formaram as tribos da Arábia. Estes descendentes ismaelitas se uniram aos habitantes cuchitas já existentes na península da Arábia.

No imaginário e na cosmovisão dos israelitas, existe uma forte influência dos povos do sudeste e do sul – extremo e limite do mundo[8]. A vida política, social e religiosa do povo hebreu também se situa no horizonte afro-asiático. A influência ou participação da África nas histórias bíblicas me possibilita observar uma multiplicidade de tendências religiosas e culturais, assim como étnico-raciais, das origens do povo israelita. Assim, permite-se ter uma interpretação paralela ou, por que não, complementar da história “do povo de Deus”, quase só vista a partir da ótica ocidental.

Para finalizar, é importante lembrar que o interesse deste estudo é a inclusão da história e da geografia da África como um dos espaços socioculturais que influenciaram a vida política e econômica da Palestina. Pois a tendência de minimização de qualquer influência africana no Cânon hebreu ainda continua nos dias atuais, e considero isso um erro sério da historiografia tradicional. Mas esta inclusão não pretende justificar a participação destes povos na tradição judaico-cristã, e sim, pelo contrário, resgatar a pluralidade cultural e religiosa como elemento importante na reconstrução da memória histórica e geográfica desta tradição. Assim queremos possibilitar ainda um diálogo intercultural e religioso com as comunidades e religiões de origem africana em nosso continente, as quais motivam as minhas inquietações bíblico-teológicas.

--------------------------------------------------------

[1] Artigo publicado em Identidade, Boletim do Grupo de Negr@s da EST/IECLB, vol 5, jan-jun/2004. Informações: indentidade@est.com.br.

[2] Professora de Antigo Testamento na Escola Superior de Teologia. Coordena o grupo de pesquisa Identidade da EST.

[3] Esta datação corresponde à primeira menção de Cuch no texto Massorético hebreu. Etiópia, no texto grego do Antigo Testamento (LXX), é mencionada durante o reinado do rei Salomão; confira Otto EISSFELDT, The Old Testament – An Introduction, Nova Iorque, Harper and Row, 1967, p.164-170.

[4] Isaac EPHRAIM e Cain H. FELDER, “Reflections on the Origins of the Ethiopian Civilization”, em International Congress of Ethiopians Studies (Novembro, 1983) Addis Ababa, Ethiopia. Conferir a discussão apresentada ao longo do segundo capítulo.

[5] Sobre a influência da África sobre territórios europeus confira Martin BERNAL, Black Athena – The Afro-Asiatic Roots of Classical Civilization, New Brunswick: Rutgers University Press, 1987.
[6] Confira Modupe ODUYOYE, The Sons of the Gods and the Daughters of Men – An Afro-Asiatic Interpretation of Genesis 1-11, Maryknoll: Orbis, 1987, p. 24-17.

[7] A lista sumaria das passagens bíblicas de Cuch/Etiópia pode ser consultada em James STRONG, Strong’s Exaustive Concordance of the Bible, Nashvile, Thomas Nelson Publishers, 1979, p. 230 e 312.

[8] Veja Gn 2,13; Js 1,4; Sf 3,10.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A Igreja Católica Confessou


A Igreja Católica Confessou

Pegue o evangelho e abra na carta que o apóstolo Paulo escreveu a Tito, capítulo 3 a partir do versículo 4. A carta que Paulo escrevei a Tito, que era também um jovem como Timóteo; um jovem muito útil ao ministério de Paulo, que trabalhou com o apóstolo na Ilha de Creta. O apóstolo Paulo escreve esta pequena carta e aqui tem uma passagem sublime. Anote sempre às margens da Bíblia. Aqui está escrito assim: “Mas quando apareceu a benignidade e caridade de Deus, nosso Salvador para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente lhe derramou sobre nós, por Jesus Cristo o nosso Salvador, para que sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna”.


Acompanhe comigo uma notícia que foi publicada na Folha de São Paulo, que fala de uma reconciliação entre católicos e protestantes. Uma questão que dividiu as igrejas durante muitos séculos. Elas já se reuniam há muitos anos estudando esses assuntos. Aqueles pontos divergentes entre a igreja católica e os protestantes chegaram a um acordo. Eu faço questão de dizer a você sobre o que diz a notícia. Resumidamente, aqui fala que os protestantes acreditam “nisso” e os católicos acreditam “nisso”. Protestantes: só aceitam dois sacramentos – batismo e eucaristia, ou santa ceia --; cultuam apenas a santíssima trindade – Pai, Filho e Espírito Santo --; não aceitam o celibato clerical como obrigatório; as igrejas são independentes entre si; possuem igrejas que, inclusive, ordenam mulheres; admitem o divórcio e os métodos anticoncepcionais não-naturais e toleram até o aborto em determinadas circunstâncias. Católicos: segundo a notícia, acreditam em sete sacramentos – batismo (inclusive batismo de bebê), crisma ou confirmação, eucaristia, confissão, unção dos enfermos, ordem e matrimônio --; além da santíssima trindade, eles cultuam os santos e a virgem Maria; com relação aos sacerdotes, é obrigatório o celibato clerical; submetem-se à autoridade do Papa, a quem consideram infalível; ordenam somente homens no sacerdócio; rejeitam o divórcio e também os métodos anticoncepcionais não-naturais e proíbem o aborto.

Mas a questão que mais dividiu católicos e protestantes diz respeito à salvação. A matéria é muito interessante. Ela fala que essa longa separação entrará em acordo. Então, vamos ler alguns trechos que falam dessa divisão entre católicos e protestantes e que ocorreu principalmente no século XVI, quando o Martinho Lutero, que era um monge, se rebelou contra o Papa Leão X que pretendia reformar a igreja do Vaticano, a basílica de São Pedro, e bolou um jeito para conseguir dinheiro. O Papa começou a vender perdão. Os ricos pagavam por perdões, inclusive, com permissão antecipada para pecar. Era só ter dinheiro e o Papa Leão X vendia perdão. Ele vendia com diploma, que os ricos colocavam em casa em troca de altas somas de dinheiro para o Vaticano. Mas o Martinho Lutero, que era um monge agostiniano, se rebelou contra isso e pregou na igreja da Alemanha 95 teses que eram um protesto. Portanto, os católicos defendiam que para atingir a salvação os fiéis deveriam praticar boas obras, ou melhor, entregarem-se às ações solidárias e respeitar um cem números de ritos – orações repetitivas, donativos, peregrinações, jejum, adoração de relíquias e etc. A salvação dependeria do mérito de cada católico, quem fizesse mais obras de caridades, somaria mais pontos no céu. A matéria continua dizendo: “tal doutrina acabou gerando uma série de abusos, como a venda de indulgências – venda de perdão – em troca de recursos para a reconstrução da basílica de São Pedro, em Roma, o Papa Leão X oferecia a remissão total ou parcial das penas que o doador do dinheiro iria sofrer na Terra ou no purgatório por ter cometido pecados. As 95 teses de Lutero questionavam as vendas de perdão, lançando mão de palavreado firme, direto, o que as tornavam bastante compreensíveis perante leigos. Lutero as afixou em 1517 diante da igreja do Castelo de Wiitenberg, na Alemanha. Daqueles escritos brotava uma nova doutrina: a de que a salvação, ou justificação, deriva da graça divina e não das obras humanas”. Interessante, a Folha fala tudo isso. “Para o monge alemão Deus se revelava muitíssimo generoso, salvava os fiéis gratuitamente, por amor, e sem exigir nenhuma contrapartida. Os cristãos que desejassem alcançar os perdões dos pecados e se justificarem, necessitavam somente da sua fé; suas obras não influenciariam. Deus não os coagiriam. O monge Lutero costumava contar que formulara a doutrina com base na carta de São Paulo aos Romanos. Uma frase do texto bíblico lhe chamava especialmente atenção: “o justo viverá pela fé”. Em janeiro de 1521, Leão X excomungou Lutero. No decorrer dos séculos, as duas igrejas trocaram violentas acusações. Católicos tachavam os luteranos de omissos, diziam que se mostravam omissos diante do sofrimento alheio por não acreditarem nas boas ações. Luteranos, em resposta, insistiam que os católicos duvidavam da graça de Deus, porque impunham condições humanas para a salvação. Foi há menos de quatro décadas que as distâncias começaram a diminuir. Em 1967 criou-se a Comissão Mista Internacional Católica-Luterana, que desde então, se reúne periodicamente para analisar pendências teológicas. Há 2 anos o grupo finalizou declaração que deverá ser assinada. Trata-se do primeiro documento, entre os muitos produzidos pela comissão, que receberá o aval tanto do Vaticano como o de representantes Luteranos”. Atenção para como a notícia termina: “Com o acordo, ambas as partes passam a professar que a salvação decorrer da graça de Deus e não das boas obras”. Este é o acordo: católicos e protestantes agora vão professar isto. Mas como assim? Os protestantes nunca professaram outra coisa.

O que acontece é que a Igreja Católica Apostólica Romana admite oficialmente que errou, que a salvação não é obtida pelas boas obras. Atenção: segundo o acordo, “ambas as partes passam a professar que a salvação decorrer da graça de Deus e não das boas obras. Segundo: só se chega à salvação pela fé. Terceiro: embora não levem a salvação, as boas obras são conseqüências naturais da fé; em outras palavras, o cristão faz boas obras, não para se salvar, mas como um testemunho de fé. Isso foi tudo o que a igreja protestante pregou até hoje e agora a igreja católica vai assumir que estava errada e vai passar a pregar isto. Porém, esta notícia que parece ótima, na verdade encerra alguns problemas muito graves. Por exemplo, a salvação decorre da graça de Deus e não das obras. Este ponto é gravíssimo e eu quero ver como a igreja católica resolverá o problema do purgatório, a questão da missa do sétimo dia, a questão da missa da intenção das almas. Eles terão que parar com isso, porque se a salvação decorre pela fé e não pelas obras, eles não poderão mais rezar missa em intenção da alma de ninguém.

Antes de começar a discutir estes pontos da notícia, eu quero primeiramente, apesar de ainda haver problemas, glorificar a Deus por isso que está acontecendo, por essa mudança, por essa admissão de erro por parte da Igreja Católica Apostólica Romana que durante muitos e muitos séculos exigia das pessoas altas quantias em dinheiro para perdoar pecados, para arrancar almas de purgatório e para rezar missas em intenção das almas. Durante muito tempo a igreja católica andou pregando que a pessoa para ser salva tinha que vender suas propriedades a ela. Apesar de tudo, eu glorifico a Deus por essa mudança fundamental. É apenas o começo. Mas esta obra quem está fazendo é o Espírito Santo de Deus e a palavra do Deus Todo Poderoso. A partir do momento que o povo toma conhecimento da Palavra, não se admite mais erros e nem superstição. As coisas estão mudando. Você pode ver que os padres estão cantando as músicas dos Pastores, as missas estão deixando de ser missas para virarem cultos. A igreja católica passa a admitir que a salvação não é pelas suas boas obras e sim pela fé.

Antes de continuarmos, vamos ver uma coisa importante. Quando Jesus mandou os apóstolos irem por todo o mundo e pregarem o evangelho a toda criatura, quando ele deu aquela ordem logo após a sua ressurreição, Jesus prometeu que estaria conosco até a consumação dos séculos, amém? A partir dali o evangelho começo a ser pregado. Naquele início não havia Igreja Católica Apostólica Romana. Existiam pequenas comunidades e esse foi o segredo do crescimento do evangelho, porque Jesus declarou em Mateus 18:20, “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estarei Eu presente no meio deles”. Então, a igreja cristã primitiva não era a católica; era simplesmente a igreja cristã. Não existia igreja católica. Assim foi durante cerca de 300 anos. Não havia nos primeiros 350 anos da era cristã essa denominação de Igreja Católica Apostólica Romana; havia tão somente igreja cristã. Bastavam duas ou três pessoas para se ter uma comunidade cristã. Todos aqueles que sucederam os apóstolos, que continuaram a obra de pregação do evangelho, eles nunca foram denominados católicos. Muitos deles que viveram naquela época, seus nomes são conhecidos, podemos citar, por exemplo, no primeiro século houve um pregador chamado Cleto, que viveu no ano 69 DC; houve um outro pregador chamado Clemente, que viveu no ano 95 DC; houve outro chamado Justino, que viveu no ano 100 DC; viveu também outro chamado Higino, que pregava no ano 139 DC e também outro chamado Policarpo, que viveu no ano 155 DC. Estes pregadores nunca falaram, “eu sou católico”. Muitos outros ainda, como por exemplo, Ignácio, que séculos depois seria canonizado e as pessoas o tratam de santo. Ele viveu no ano 110 DC. Ignácio nunca foi católico. Um outro chamado Irineu, que mais tarde também foi canonizado, viveu no ano 180 da era cristã, nunca foi católico. Vicente, que depois seria chamado de São Vicente, viveu no ano 310 DC e nunca foi católico. Houve um chamado Silvestre, que mais tarde foi canonizado para São Silvestre, e ele nunca foi católico. Todas essas pessoas viveram nos primeiros 300 anos, quando não existia a denominação Igreja Católica Apostólica Romana.

Mas quando chegou ao ano 304 DC muitos bispos começaram a se reunir e a desviarem-se do evangelho. Eles começaram a mudar o evangelho. As pessoas pensam que a Igreja Católica Apostólica Romana estava lá desde o tempo de Jesus. Isso é mentira. A igreja católica vai surgir muitos séculos depois e é um desvio do cristianismo. Assim como muita gente pensa que a Reforma de Lutero foi um desvio do cristianismo; isso também é engano. A Reforma de Lutero foi um desvio do catolicismo voltando ao cristianismo. Tanto Lutero estava certo, que agora nós estamos lendo que a igreja católica admite, portanto, que a salvação não é pelas obras e sim pela fé. Vamos anotar algumas datas para você acompanhar o desvio, como surgiu a Igreja Católica Apostólica Romana.

No ano 304 da era cristã alguns bispos queriam ser chamados de Papa e havia muitos Papas. É como acontece hoje. Atualmente você vê que os homens de Deus não se contentam em ser chamados de Evangelistas, Pastores e Missionários; eles querem ser chamados de Apóstolos e Arcebispos. Tem gente se auto-ungindo Apóstolo. Então, no ano 304 DC muitos evangelistas, já se desviando do cristianismo, começaram a pedir o povo que o tratassem por Papa. Um queria ser mais importante que o outro. Havia vários Papas. Está aí o desvio, porque Jesus disse: “A ninguém chameis pai, porque um só é o vosso Pai que está no céu”.

No ano 310 DC começaram as rezas pelos mortos. Não existe oração pelos mortos na Bíblia Sagrada. Mas esses Papas inventaram as rezas para os mortos. No ano 320 da nossa era começaram a usar velas nas igrejas. Mas para quê uma igreja cristã vai acender vela, se nós temos a luz do mundo, que é Jesus Cristo? Eles começaram a acender velas porque já estavam começando a entrar na escuridão.

No ano 325 DC um imperador romano chamado Constantino se converteu e construiu uma igreja num bairro nobre de Roma chamada Igreja do Salvador. Ele, então, começou a prestigiar o cristianismo. Mas na verdade ao construir aquela igreja em Roma, num bairro nobre chamado Vaticanus, Constantino despertou a cobiça daqueles bispos que queriam ser Papa. Eles começaram a construir palácios em volta da Igreja do Salvador e foi assim que surgiu o Vaticano, com vários Papas em volta da Igreja do Salvador.

No ano 381 DC esses Papas dão o nome de Igreja Católica. Foi o imperador romano chamado Teodósio, que fez uma convocação. Então, surgiu esta denominação. É uma igreja diferente da igreja cristão, porque começa fazendo coisas que não combinam com o cristianismo. A igreja católica só surgiu, praticamente, 400 anos depois de Cristo.

Defender a igreja católica como se fosse a igreja original é uma mentira. O povo acredita nisso. Mas quem quiser, pesquise os documentos históricos, consulte o padre e quem quiser, tente processar, porque está tudo nos livros de história. Não tem como processar o Pastor, porque ninguém está inventando.

No ano de 394 DC a igreja católica elimina o culto cristão e institui a missa, ou seja, um ritual próprio e não mais um culto do Espírito de Deus, não mais uma reunião onde o Espírito de Deus tinha liberdade. O batismo de nenezinho começou no ano 416 da era cristã; uma prática que não existe no evangelho, uma coisa que Jesus nunca mandou fazer. E por que eles fizeram? E quando inventaram esse tipo de batismo, inventaram também o Limbo. Tudo para obrigar as pessoas a se tornarem católicas. Então, quando nascia um nenezinho, o padre, o bispo, aquele monte de Papa diziam, “Tem que batizar o nenezinho, porque se ele não for católico, ele é pagão. E se morrer pagão, ele vai para o Limbo”. Os pais ficavam apavorados, porque criam que se o filho morresse sem ser batizado iria para o Limbo. E os padres dizem que o Limbo é um lugar deserto, sem nada, que não é o inferno, mas também não é o céu. Um lugar onde a alma fica perdida. E os pais amedrontados não queriam que seus filhos fossem para o Limbo. Aí eles iam correndo e batizavam os nenezinhos, coisa que Jesus nunca mandou. Então, a pessoa crescia ia dizia que era católica. Porém, não foi ela quem decidiu ou creu. Mas será que tem procedimento essa palavra de que se o nenezinho morrer sem ser batizado ele vai para o Limbo? Isso é uma mentira. Um dia as crianças rodeavam o Senhor Jesus e o abraçavam pelas pernas, sentaram no seu colo e os apóstolos ficaram nervosos e diziam, “Estas crianças estão atrapalhando. Criançada, sai daí”. Então, o Senhor Jesus disse, “Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais de virem até a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus”. A Criança, o nenezinho, que morre, ela não vai para o Limbo. Ela já está salva, porque ela já é do Reino dos Céus. Inventaram mentiras e mais mentiras para seduzir o povo, para que as pessoas ficassem atemorizadas.

No ano 431 DC a Igreja Católica Apostólica Romana instituiu o culto à Maria, mãe de Jesus. Note que antes disso, nunca ninguém fez uma oração para Maria. Não havia a oração Ave Maria. E quando o anjo saudou Maria, ele não disse, “Ave, Maria”. O anjo falou, “Salve, Maria”. Ave era uma saudação romana, “Ave, César”. Eles inventaram a reza para Maria e as pessoas começaram a cultuar Maria. Por que a igreja católica fez isso? Porque eles já tinham se apropriado dos nenezinhos e agora eles queriam as mães das crianças. Eles queriam as mulheres. Para fazerem algo “simpático” às mulheres, então, eles inventaram a adoração à Maria.

Continuando pelos fatos históricos, nós vemos que no ano 503 DC os católicos inventam o Purgatório. Não existia o Purgatório antes. Você acha que a igreja católica tem poder para inventar o Purgatório? E qual era a intenção de se criar esse Purgatório? Arrecadação financeira. Missas em favor dos mortos. Até hoje existem pessoas que acreditam nisso.

No ano 787 DC começaram os cultos com imagens. Até este ano não existiam ídolos em igreja alguma, pelos menos nas que queria se denominar cristãs. Porque Deus fala claramente na sua Palavra, “Não façam imagem de escultura alguma semelhante ao que existe nos céus, ou na terra, ou debaixo da terra. Não te inclines diante dela, não as adores, porque Eu sou o Senhor, vosso Deus”. Mas eles criaram imagens de santos, imagens de Maria. Por que eles fizeram isso? Para concorrer com os templos pagãos. Os pagãos, especialmente os gregos, tinham várias imagens e diziam que aquilo era o deus do Olimpo. Para concorrer com a igreja romana, os católicos criaram a adoração de imagens e colocaram santos, imagens, dentro das igrejas.

No ano 830 DC a Igreja Católica Apostólica Romana começa a usar ramos e água benta dentro da igreja. Você vai percebendo que conforme o tempo foi passando, a igreja católica foi se afastando cada vez mais do cristianismo. Como eles vão resolver tudo isso? Eles começaram já admitindo que a salvação decorre da graça de Deus e não das obras. Mas com relação a todas as estas outras coisas, como fica? Isso é para você não pensar, “Então, agora eu já posso ir para a igreja católica”. Mas veja, eles ainda têm que limpar tudo isso que acabamos de ler. São séculos e séculos de erros que eles têm que corrigir. A Igreja Católica Apostólica Romana para voltar ao cristianismo tem que tirar todos os santos, tem que acabar com o culto à Maria, tem que parar de cultuar santos, tem que acabar com o batismo de nenezinhos, tem que falar que não existe Limbo e nem Purgatório. Por que como ficam estas coisas? Não vai apressadamente achando que a igreja católica está voltando para o caminho. Há muita coisa ainda por ser feita.

No ano 933 DC eles começaram a inventar santos. Foi aí que Ignácio virou Santo Ignácio, que Irineu virou Santo Irineu, foi aí que Vicente virou São Vicente, foi aí que Silvestre virou São Silvestre.

No ano 1184 houve a inquisição. Eles diziam que as pessoas tinham que se converter, tinham que virar católicas de qualquer jeito. Esse foi o período negro da Igreja Católica Apostólica Romana. Os padres, durante a inquisição, eles tinham um poder sobre a vida das pessoas. Se eles desconfiassem que alguém era da bruxaria ou da feitiçaria, eles matavam esse alguém. Mas eles faziam isto especialmente contra os judeus e contra os cristãos que não aceitavam o Papa, que não aceitavam a imagem, que não aceitavam o batismo de crianças. Eles inventaram a inquisição para eliminar a oposição. Um padre, por exemplo, que desejasse destruir uma mulher, ele simplesmente a acusava de bruxaria e a torturava até ela confessar. E você sabe que debaixo de tortura a pessoa confessa qualquer coisa. Às vezes, eles sequer torturavam. Eles faziam o seguinte teste: bastava uma mulher ter um “nariz de águia”, uma verruga no rosto, ser velha e feia, eles diziam que era bruxa. Isto está nos livros de história. Eu não estou inventando. Então, eles pegavam a velha feia, colocavam dentro de um saco e amarravam. Aí os padres iam até o rio, jogavam o saco dentro do rio para fazer o teste para saber se ela era bruxa ou não. Se o saco afundasse, ela não era bruxa. Agora, se o saco flutuasse estava provado o poder de bruxaria que ela tinha. Então, tinha que ser morta. Mas você percebeu que de um jeito ou de outro a pessoa morria? Porque se o saco afundasse, ela morreria afogada. Se flutuasse, eles a matavam. Isso não foi brincadeira, aconteceu de verdade.

Muito cuidado quando você fala, “santa igreja católica”. A igreja católica cometeu crimes bárbaros, inclusive aqui no Brasil. Vamos continuar a leitura sobre a progressão do desvio da igreja católica do cristianismo.

No ano de 1190 começou a venda de perdão. Em troca de dinheiro, vendia-se diploma de perdão. Foi contra este tipo de coisa, que duraram uns 400 anos, que Martinho Lutero se rebelou. Porque durante cerca de 400 anos a igreja católica ficou vendendo salvação para quem podia pagar. Segundo a igreja católica, nesses quatro séculos só os ricos podiam ir para o céu. Todos os pobres iam para o purgatório e para o inferno. Todos os pobres não tinham direito à salvação, porque a salvação que a igreja católica oferecia só podia ser comprada com dinheiro. Mas os cristãos, os protestantes, nunca aceitaram isso porque a nossa salvação não é comprada nem por ouro, nem por prata e nem por vil metal, mas pelo precioso sangue de Jesus Cristo que foi vertido na Cruz do Calvário. A nossa salvação não é por causa do dinheiro, mas é por causa do sangue de Jesus.

Em 1200 eles tiraram a Ceia e passaram a fazer a hóstia e proibiram o povo de participar do vinho. Totalmente fora do contexto bíblico, porque Jesus disse, “Quem não comer a minha carne e não beber o meu sangue não tem parte comigo”. Na noite em que Jesus foi traído, Ele pegou o pão, partiu e disse, “Tomais e comeis. Este é o meu corpo que é partido por vós”. Depois ele pegou o cálice com vinho e disse, “Tomais e bebeis. Este cálice é o novo testamento do meu sangue, que é dado por remissão de vós”. Então, não é possível participar do corpo de Cristo sem o vinho. Mas a igreja católica passou a dar somente hóstias.

No ano de 1476 o Papa Cisto IV colocou no papel que o purgatório existia. No ano de 1546 eles introduziram livros apócrifos na Bíblia. Todo mundo sabe que a Bíblia católica tem mais livros que a Bíblia protestante. No ano de 1846 o Papa Pio IX disse que a leitura da Bíblia é uma peste. Esse homem foi Papa entre 1846 e 1874 e chamava-se Pio IX. Ele disse, e isto está nos livros de história, que a leitura da Bíblia é uma peste. Em 1864 ele voltou a reafirmar isso. A leitura da Bíblia é uma peste para esse Papa, mas para nós é o poder de Deus para a salvação da nossa alma. É a palavra do Todo Poderoso; não é peste coisa nenhuma. Você acha que esse Papa Pio IX está aonde? Deve estar no inferno e não no Purgatório.

No ano de 1854 a Igreja Católica Apostólica Romana criou o dogma da Imaculada Conceição, quer dizer, a Maria continua virgem até hoje. Mesmo depois de ter tido cinco filhos homens e várias filhas, ela continua virgem, segundo a igreja católica.

No ano de 1870 o Papa pôs uma coroa na cabeça e falou, “Eu sou infalível”. Coitado. Vejam o quanto ele tem de falhas. Ele está tão no erro, que falou, “O que eu digo é infalível”. Mas naquela época, quem é que lia a Bíblia?

No ano de 1950 o Papa Pio XII declarou através de um documento, segundo a sua “infalibilidade papal”, que Maria subiu ao céu. Isso só foi inventado pela igreja católica no ano de 1950. Preste atenção porque isso é muito recente. Eles declararam que a Maria subiu ao céu e está lá intercedendo por nós, “agora e na hora de nossa morte”. Eles colocaram a Maria como intermediária, dizendo, “Para chegar a Jesus tem que ser através da Maria”. Isso foi oficializado.

O católico está com a vida complicada demais. O católico para ser salvo tem que passar pelo padre, pelo bispo, depois ele tem que passar pelo cardeal, pelo Papa, por centenas de santos até chegar à Maria. Ou melhor, acho que antes de chegar à Maria ele tem que ir a São Pedro e dizer, “Abre a porta para mim”. Aí São Pedro fala, “Não, não, não. Vai para o purgatório, miserável”. Coitado do católico. Mas graças a Deus que para nós o caminho da salvação é muito curto, muito fácil e muito perto. É só receber Jesus Cristo como o único salvador. “Quem crer em Jesus será salvo. Eu sou o caminho a verdade e a vida. E ninguém vem ao Pai a não ser por Mim”.

Eu sou estou nesta mensagem por causa de uma matéria da Folha de São Paulo que eu achei sensacional. Mais de 500 mil exemplares pregando a salvação. Agora, como ficam esses católicos que foram para o Purgatório, que ficou pagando missa de sétimo dia, batizando nenê, que ficou no Limbo. Como ficaram esses católicos que foram para o inferno? Que ficaram acreditando em santos e etc? Porque agora eles terão que esclarecer as demais questões. Eu só estou entrando neste assunto, por causa dessa matéria que conclui assim: “Então, ambas as partes, passam a professar que...” (a igreja protestante nunca professou coisa diferente. A igreja católica que está começando a voltar. Mas não voltou ainda, porque tem muita coisa a corrigir). Eu estou falando de uma matéria da Folha de São Paulo do dia 19 de setembro de 1999. Excomungaram Lutero, chamando-o de herege. E durante a inquisição queimaram milhares e milhares de evangélicos na fogueira. Mataram muitos cristãos. Continuemos o final da matéria: “...ambas as partes passam a professar que a salvação decorre da graça de Deus e não das boas obras”. Só se chega à salvação pela fé. Porém, falta eles dizerem fé em quem. Fé em Pedro, fé em Maria, fé no Papa? Falta eles dizerem que só se chega à salvação em quem. Porque só existe um jeito de uma pessoa chegar à salvação ela fé. Não adianta ter fé em qualquer santo, em qualquer apóstolo, em Maria...em ninguém. A palavra que Jesus proferiu é muito clara. Vamos ver em João 17, quando Jesus estava para ser preso e Ele faz uma oração para os discípulos. Ele ora ao Pai. O capitulo 17 de João é uma bela oração de Jesus. Mas eu só quero ler o início. Está escrito: “Jesus levantou os olhos aos céus e disse: Pai, é chegada a hora. Glorifica o teu Filho para que também o teu Filho Te glorifique. Assim como me deste poder sobre toda a carne para que dê a vida eterna a todos os quanto lhe deste. E a vida eterna é esta: que conheçam a Ti só, por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste”. Jesus é o único salvador, o único que leva à vida eterna. A salvação é pela fé. Mas é pela fé só em Jesus, o único e verdadeiro Deus.

Não existe outro intermediário. Pode esquecer todas as outras coisas. Ore a Deus para que a igreja católica conserte tudo o que está errado. No entanto, ela continuará não salvando na condição em que se encontra. Porque a nossa Bíblia, seja católica ou protestante, diz o seguinte em Atos dos Apóstolos 4:12, “Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. Maria não vai rogar por você nunca. Pedro não vai abrir porta alguma para você. Quem abre a porta para você é Aquele que disse: “Eu sou a porta. Quem entrar por Mim salvar-se-á, e sairá e achará pastagens”. A porta que se abre, a porta que salva, tem nome: é Jesus Cristo. Pedro não abre nada. Eu quero também que você exclua Buda, Maomé, Confúcio, Iemanjá...exclua tudo, porque “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”.

E para concluir a mensagem eu quero abrir a primeira carta que o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo. No capítulo 2, do versículo 3 em diante, “Porque isto é bom e agradável diante de Deus, o nosso salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos para servir de testemunho a seu tempo”. Amado, estas palavras que nós estamos proferindo com a ajuda da Folha de São Paulo, louvado seja Deus. Estas palavras que já foram ditas por Jesus, que já foram pregadas pelos apóstolos, que foram anunciadas por aqueles que não aceitaram o erro e nem a mentira, por aqueles que preservaram o evangelho, aqueles que esconderam a Bíblia para que os padres não as queimassem. Nós devemos a eles muitas coisas. Durante muito tempo a Bíblia foi perseguida; os padres diziam que quem lia a Bíblia ficava louco. Aqui no Brasil queimaram pilhas e pilhas de Bíblias. Mas esta palavra não pôde ser destruída, porque não é a palavra do homem. Ela é a palavra do Deus Todo Poderoso. Deus continua proclamando: “Eu quero que todos os homens cheguem ao conhecimento da verdade. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Deus continua querendo salvar. Ele quer que o homem conheça esta única verdade: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos”. Foi o único que se deu em redenção. Esqueça os outros; não há outro salvador. Que bênção. Deus quer que todos os homens cheguem ao conhecimento da verdade.

O Senhor quer que todos se salvem. Não existe Purgatório e nem Limbo. Existe esta verdade que você acabou de ler. A salvação não é pelas obras; a salvação é pela fé, pela graça. Efésios 2:8-9, “Porque pela graça sois salvos mediante a fé e isto não vem de vós, é dom de Deus”. É presente de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie. Ninguém vai ficar se gloriando, dizendo: “eu sou salvo, porque eu dei muita esmola”, ou, “Eu fui salvo, porque eu fiz muita caridade, dei muito dinheiro à igreja”. Quando alguém estiver vestido de branco lá na glória, andando com uma coroa na cabeça, com vestes resplandecentes, pisando ruas de ouro; ninguém vai se gloriar dizendo, “eu estou aqui, porque eu mereço”. Mas todos estarão glorificando o nome do Senhor Jesus e dizendo, “eu fui salvo,porque Jesus morreu por mim na Cruz do Calvário. Eu estou aqui, porque fui salvo pela graça. Foi presente de Deus. Eu acreditei. Não foi porque eu merecia, mas porque Jesus me salvou”.

“Pela graça sois salvos, mediante a fé. E isto não vem de vós, é dom de Deus”. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Como se faz para ser salvo? Aquilo que Jesus disse, aquilo que o evangelho diz, aquilo que a palavra de Deus diz em João 1:12, “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”. Aos que crêem no Seu nome. Tem que receber Jesus como salvador. Não é aceitar Jesus como salvador como muita gente falar. O Espírito Santo já me corrigiu, porque eu também perguntava: quem quer aceitar Jesus como salvador. Isso está errado. Jesus não precisa ser aceito por ninguém. Não é Ele que tem que ser aceito; é você que tem que ser aceito por Jesus. Você que tem que dizer: Senhor, eu sou um pecador, uma pecadora, o Senhor me aceita assim mesmo? Ele vai dizer: “Eu aceito. Todo aquele que o Pai me dá virá a mim e de maneira nenhuma Eu o lançarei fora”. Você só tem que entregar a sua vida para Jesus, crer que Ele é o seu único e suficiente salvador; esquecer religião, Igreja Católica Apostólica Romana. Você não tem que pensar em igreja. Você precisa pensar em Jesus. Nós não estamos pregando placa de igreja e nem denominação. Nós estamos pregando a salvação. Só existe um salvador. Você tem que rejeitar Maria, Pedro, o santo, o Benedito, o Expedito, a Iemanjá, o Buda, o Maomé. Você tem que rejeitar todo mundo. Só existe um salvador; só existe um que se deu em preço de resgate por você na Cruz do Calvário. Ele verteu o sangue para lavar os seus pecados. Se você crer nisso e entregar a sua vida para Jesus, fizer isto com fé, o seu nome será escrito no Livro da Vida. Não é porque você merece, porque se apenas bonzinhos entrassem no céu, o céu estaria vazio até hoje. Não é pelas nossas obras de justiça; é pela obra que Jesus Cristo fez por nós na Cruz do Calvário. É tão fácil, é de graça. “Pela graça sois salvo”. É de graça. Quer entregar a sua vida para Jesus? João 1:12, “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”. Ao que crêem em seu nome.




Pr. Juanribe Pagliarin

domingo, 2 de maio de 2010

O preconceito que crucificou Cristo (autor- Odem de Almeida Santos 29/04/2010)

O preconceito que crucificou Cristo (autor- Odem de Almeida Santos 29/04/2010)

- Não ter uma opinião formada confunde os anseios da realidade, fazer piada com a miséria humana já foi constatada que é a pior face da insensatez dos que nunca souberam realmente o que é sentir fome ou não ter onde dormir, ser tratado como um dejeto a ser incinerado como lixo .O mesmo já foi dito de outros homens que não tiveram berço de ouro como Abraham Lincoln que era filho de lenhador com uma prostitua se candidatou mais de uma vez ate se tornar presidente dos Estados Unidos (USA) sendo tratado como lixo da sociedade Americana. No entanto, é o pai da constituição Norte Americana e seu nome fulgura como o melhor presidente de todos os tempos nas América. Só tinha a quarta série primaria quando iniciou no meio político mais tarde formou-se em direito.
Podemos usar o maior homem que já viveu entre nós como exemplo de rejeição Cristo Jesus, se tivesse nascido em um palácio teria sido reverenciado mundo a fora no entanto, Deus sabiamente o introduziu em uma manjedoura para que só se aproximasse, os que verdadeiramente o aceitassem do jeito que ele era .Quando olho aquelas imagens de um Cristo com um semblante Europeu de olhos azuis ,cabelos longos e claros fico a rir pois conhecendo a vontade Deus, para confundir ainda mais os hipócritas acredito que Deus tenha dado uma aparência a Cristo de um homem franzino cabelo encrespado pele ressecada, devido a aridez do local em que viveu;Com roupas maltrapilha, os pés desfigurado pelas longas caminhadas .Fico imaginando a quantidade de piadas que seriam ditas pelo homem se Cristo ainda estivem em carne e osso em nosso meio . Pois o preconceito que impera até dentro das igrejas me faz ter muita reserva. Quando um pregador é apresentado no meio da congregação da se uma importância enorme, contabilizar todos os títulos que o estimável pregador tiver. Como , doutorado ,bacharelado,pós-graduado , etc. e tal e Cristo não tinha graduação nenhuma acho que como pregador nem ele nem os apóstolos iriam ter valor algum pois não tiveram tempo de fazer uma faculdade de teologia nem tão pouco ser doutorado; tirando Paulo que era formado pela escola de Gamaliel e Lucas que era médico no entanto tiveram que abrir mão de todo seu entendimento humano para ter o entendimento do Espírito de Cristo. Acho eu que muita gente vai ficar no meio do caminho por ser tão julgador das coisas do mundo e se preocupar menos em cuidar da obra do Senhor, quando ele ouvir Por que tive fome e não me deste de comer por que tive sede não me deste de beber vai se espantar , esse versículo pode ser traduzido para estas pobres almas que se humilham atrás de benefícios do governo a procura de migalhas dos mais abastados da sociedade ainda tem gente que sem ter noção comentam em tom irônico sobre tal assunto mais uma vez digo deixe as pedras para que o mundo as jogue.
Lembre-se nem Cristo nem os apóstolos foram assalariado para pregar o evangelho muito pelo contrário seus salários foram as inúmeras surras que tomaram por causa do evangelho, me atrevo a comentar que provavelmente um desses benefícios em algum momento seria de muita utilidade no sustento de um apóstolo pois foram homens que se fizeram menor entre todos os homens de sua época.
Att: Odem - A Deus toda Honra e toda Glória!

sábado, 31 de outubro de 2009

Poesia ou Morte


Toda ambção é o princípioi de todo fracaço. (Oscar Wilde)

Nem tudo é poesia

Mas se tempo contasse o tempo o tempo não seria tempo.
Não daria tempo pra dar um tempo.
Quando tempo precisa ter tempo pra dar um tempo ?
Ah se o tempo desse um tempo eu não teria tempo.
Faz tanto tempo que o tempo é uma saudade;
Nem a maldade,
Pode parar o tempo mas, faz tanto tempo que o tempo nem da tempo.
Já não se faz mais tempo como o tempo ;
Nem o relógio sabe contar o tempo. Quem dirá quanto tempo tem
Ah se eu tivesse tempo daria um tempo para ganhar tempo
Diz o dia que o tempo tem 24 h quanto tempo tem o dia para dar 24 h
Ah se a terra não girasse se a noite não chegasse se o dia não raiasse
Ah se o tempo não passasse .




Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009






Semente Morte e Vida



Tu morres e a vida aflora
Lança te no ventre da terra e é aquecida no útero
Longe dos raios de luz na escuridão tu dormes
Para germinar em broto fina flor
Ao rasgar o ventre da terra tua força arriba e se esmera
Vem seus troncos galhos e folhas





Agora imponente ruma destino ao céu
Se alargam teus galhos a luz é teu esplendor
Logo tuas flores e frutos serão teu adorno
E novamente a tua semente surge pomposa cumpriu
Seu ciclo e voltar ao ventre, é seu destino para que a
Morte assim se torne vida .

Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009






Janela da Alma




Ah quão belo é a luz das cores que por ti entram e saem
Por ti a vida passa por ti a vida fica;
Ficam marcas do tempo;
Ficam o tempo das marca;
Mas tudo que por ti passa nada disfarça;
Por tuas lentes a historia se faz ;
De ti também vem algo mais;
Se tu te fechas a luz não entra também não sai;
Por ti jorram rios que alagam a alma;


Por ti a alegria enfeita e acalma;
As tuas Iris também tem vigor;
Mas também tem temor;
Por tua janela vemos partir
Também chegar ;
Mas nada é mais belo
Do que te ver passar
Janela da alma.

Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009





De que tu me formaste.



De ti já disseram que eras achatada
Também tantas forma já te deram por muitas vezes quase te deformaram
Mas tu tens resistido do teu embrenhado
Do alto tu és azul
De baixo tens todas as cores
Ao longo te tua criação tu nos abrigaste
De ti vem o sustento
De ti vem fontes de vida
Pois de ti tudo geraste
Teu criador que tudo moldou
Nada poupou em tua beleza




De tão bela formosa tornaste cobiçosa
Por ti muitos morrem
Por ti muitos matam
Mas morte maior estão te causando riquezas de ti
Estão se drenando ao ponto de não suportares
E por todos os lugares tu pedes socorro
Quem poderá te acudir
Teus veios estão depredados
Teus espelhos estão todos enfermados
Quem poderá te acudir
Terra .
Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009



Do outro lado



Eu vou em um segundo quando La chego
Não sei como voltar, por que devo? se não vou chegar!
A distancia não importa se vou hoje ou amanhã
Se vou agora ou depois o que importa é chegar

Quantas léguas caminhei quantos dias eu vaguei




Sobre vales e montanhas sem rumo La cheguei
Nessas idas e vindas sempre há um ponto de partida
Porto seguro de um cais onde ancoram meus ideais
Volto pois, ao principio de tudo não é começo nem meio nem fim
Apenas o meu jardim
Que fica nem no começo nem no fim
Mas do outro lado de onde vim .




Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009




Onde tudo começou



Quero voltar ao principio de tudo
Onde tudo começou
Onde vi o primeiro amor
Onde a vida termina em flor
Pois onde tudo que se planta
E nasce da
Onde se finca o que não finda
Onde plantei a raiz do meu amor

Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009











Frio olhar



Nada vejo por essa cidade, que não passe de um lugar comum (Ze Ramalho)
Quando o jardim das Acássia brotaram, essa frase tinha sentido (Ze Ramalho)

Pois a vida era pacata não passávamos de cidadãos comum.

Escondo me do teu olhar pois me ofuscas e me inebria
Estou a palo seco, não há penumbra que me encubra pois tudo tu vê.
Não mais tenho pudor pois de tudo tu levou
Estou desnudo, diante do teu olhar imaculado
Pelo teu pulsar
Passas praças viaduto em todo lugar tu estas
Quem veria, se não tu que tudo podes observar
Em meu leito não mais durmo
Pois ate La me escuso, não há lugar
Como tu podes me importunar
De uma coisa é certa tu és fiel pois me segues por onde eu vá
Muitas das vezes me antecede pois, quando chego tu já estas


Com aquele seu frio olhar me pego a imaginar
Por tu me notar
Deveria me sentir seguro com tanta dedicação
Mas nem mesmo por um segundo, me conforto com a situação
Não te importas nem em disfarçar esse teu olhar
Sempre brilhante e cintilante tua Iris esta a me fitar
Como podes tu me notar
Muitos adoram pra ti pousar
Mas outro não querem nem ouvir falar
De fator tu ES estrela pra uns
Pra outros és pesadelo
Tu ate registras momentos de felicidades
Mas nem tudo são flores
Em ti congelam até o tempo
Nesse teu frio olhar de câmera.
Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009


Boca



Ah !quantas vezes tu feristes
Quantas vezes magoastes
De te saem doçuras
Também pode sair fel
Quando tu magoas
É ao coração que acusas
Nunca assumes o que proferes
As vezes ES ruge carmim
Outrora da cor de amora
Como ES bela e formosa

Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009


Pés sangrento


Pelo caminho nessa estrada
Na longa jornada da vida
Fui retirante
Na alvorada
Fui andarilho
Na estrada da vida
A frente só o horizonte
Atrás só o passado
Na longa jornada da vida
Caminha meio distante
Passo a passo na estrada da vida
Autor : Odem de Almeida Santos
30/10/2009


A grande Roda

O vento uiva corta o ar em direção ao nada
A meia lua já é cheia ou será minguante e meia
Num rabo de arraia marambáia
Ah ! com vinco forte desaba o norte
Pernas e braços
Da labuta
Ou mambaço
Atingem o laço
Tecido no fino aço
Com alma de cangaço
Os lampiões
Ou os Zumbis
As Caatingas
Ou Palmares
Rabo de arraia marambaia
Autor Odem e A. Santos 31/10/2009

O bonde

Sentado aqui sobre o monte
Donde enxergo o bonde
La de traz da serra
Vejo a estrada de terra
Que leva quem vai
E traz quem chega
Tudo por um instante
Fica que mesmo distante
No encontro de quem vem ou vai
Quem parte leva a saudade quem chega
Traz a alegria
Uns pranteiam de tristeza outro de alegria
E La vai o bonde finda só Deus sabe onde



Cadeira Vazia


Quantos ideais ,quantos sonhos sufocados.
Querer bem pode querer mau
Desejar uma pátria livre, nem sempre livra a Pátria!
Quantos eram os calabouços?
Quantos gritos ouço.
Do fundo da alma
Quem pranteia também acalma;
O grito sufocado
O gemido é estrangulado.
Ah aquela garoa
Dias nublados,
Corredores frios,
Penumbras.
Não ouço mais, não vejo alem!
Quem foi não voltou.
Quem volta não esta presente, lucidez não há .
Que mau há em sonhar a pátria livre !
Livre são meus pensamentos.
Me conduzem por entre campos verdejante;
Não há paredes nem grades que limitem nem vagueiem.
Quando em pensamento vôo não há fronteiras.
Mas que mau há em sonhar a pátria livre.
O poder esta vazio
Na cadeira não há cérebro
Apenas carnes e ossos
Mas que mau há em sonhar pátria livre .


Autor : Odem de A. Santos
31/10/2009




Fundo Xadrez



Amarelada pelo tempo conta a história de uma vida
O orgulho de uma juventude
Outros tempos tão formosa
Que belas curvas redigidas
Muitos são presentes outro recordação
Mas mesmo os ausentes
Estão em comunhão
As marcas do tempo
Diz que já é hora
Mas os doces momentos diz que vigora
Aquele instante do flash eternamente em suas vidas
Não há momento mais sublime
Pois congela o tempo em chão de giz
Ao fundo xadrez

Autor Odem de A. Santos 31/10/2009





Chama Sem Fim

Esse fogo que me aquece e acalma
Que forja minha alma
Que esculpe o meu ser
Tantas vezes perdido
No peito escondido pra alimentar o meu ser
Esse amor bandido
Que em outrora proibido
Que insiste em meter
Deixado de canto como um trapo
Vem de encontro me ver
Feche os olhos que agora eu vou te mostrar
Quem sabe ate levar
A um outro lugar
Só não sei se a vida é ruim
Ou faço pouco de mim
Se em algum outro lugar
Um dia você me encontrar
Venha mais perto de mim
Venha meu corpo te aquece
Ou mesmo te enlouquece
Só uma vez mais
Pra ver o que você faz
Trazendo pra dentro de mim
Aquela chama sem fim .

Autor: Odem de A. Santos
31/10/2009







O que pode ser


Não vejo linhas nem retas nem curvas nem círculos
Onde estas vazio que ocupa meu espaço
É o único compasso
Que tempo espaço agita todo meu ser
Nada vem nada vejo nada crio nada exerço
Nada nado, nada escrevo
Nada digo nada vejo
Onde estas vazio que ocupa o meu ser
Se traço um passo perco o compasso
O que posso ser
Se nada vejo
As fronteiras estão guardadas
O que há de ser
Há de ser um insurgente
Ou quem sabe um valente
Que oprima meu ser
Não há quem me ouça
Não há quem me vê
O que posso ser
Sou pele
Sou alma
Mas nem tudo me acalma
O que posso ser
O mundo é tão distante
Que nem posso ser
O que há de ser
Há de ser o ontem
Há de ser o amanhã
O que pode ser
O aflito me acalma
E entende minha alma
O que pode ser
Pode ser luz
Pode ser noite
O que há de ser
Nem Cervantes
Nem Dante
Nem o diamante
O que pode ser
Busco minha alma
O que serve acalma
O que pode ser.

Autor : Odem de A. Santos
31/10/09










Vazante !

As horas passam, o compasso da máquina do tempo
Ecoa com o silencio da noite .
Noite essa, que parece nunca ter fim.
A penumbra da madrugada esconde e encobre a aflição
O aflito entende sua alma alargada na imensidão
Oh ! noite que tu escondes?
O silêncio me acalma
Mas enlouquece minha alma.
Não há fronteiras
Quando se cruza o meridiano
Não tem ledo engano
Noite que tu escondes?
Se não é esse teu querer
Minha mente vagueia
Meu corpo incendeia
Ah ! Hora vazante.
Que de um mundo distante vem ao entardecer
Agora todo meu corpo se acalma
Vem de novo o amanhecer
E nessa vazante eu mesmo distante
Vim te conhecer.

04/11/2009
Poema sem começo e Sem fim!
....... Hoje eu tive um sonho
Sonhei que vida era bela
Bela; como era no principio de tudo.
Onde o amor não tinha rival
Onde a dor não alcançava o amor
A morte não vence o amor mas causa imensa dor
O mundo anda empobrecido
Não há quem.......


Canteiro Urbano!


Brotam por entre as gretas
Nas praças viadutos
Nas sarjetas e nas Gares
Nos bueiros e escaninhos
Nas lombadas e marquises
Nos outeiros e chafariz
Nos alambrados e bodegões
Quantas flores espalhadas
Amanhece o dia desabrochada
Ah! Que imenso jardim .
Sem nenhum jardineiro
Que o pudesse regar
São flores tão belas
Mas ninguém quer notar
Qual será a lapela
Que irá te abrigar
Flor de Liz ou crisântemo
Uma rosa ou manjericão
Ou será capim dourado no sertão?
São tantas flores mas ninguém pra ti notar
Todos os dias ao amanhecer, surge uma nova flor
Elas estão ao longo do caminho
De que vai ou de quem vem
De quem fica ou de quem parte
Suas pétala, estão sempre estendida
Buscando alcançar uma guarida
Mas não há quem possa te alentar
Oh pobre flor perdida!
Se algum dia alguém te regou
Por que te desprezou.

(Aos povos desabrigados nos centros urbanos)
Autor: Odem de A. Santos 05/11/2009

A Muralha

Que distancia é essa que nos separa
Vai uma graxa ai moço
Tão logo o farol fecha La vem ele
Ou naquele balcão me paga um pão moço?
Posso tomar conta ai moço?
Para onde se olha alguém pede socorro
São malandros
São saltimbancos
São palhaços
Equilibristas
Os alquimista
E os ermitão
Todos numa imensa solidão
Que se divide com a muralha
Da ilusão.
Autor : Odem de A. Santos 05/11/2009




Águas que te quero águas



Ainda ontem as águas que desceram da serra inundaram o Riachão derrubou casas inundou plantação
Levou embora toda criação.
Águas que matam a cede que encharcam o chão .
Águas que caem das nuvens sobre a plantação.
São as mesmas águas que geram no ventre o embrião.
Águas que levam do porto também traz solidão.
Águas que refrigeram o corpo também sorvem lagrimas que não deram perdão.
Águas que rolam no rio fazem da pororoca um turbilhão.
Águas de março águas de verão são as mesmas águas encharcam o chão
Águas que seguem tranqüilas .
Águas descem em cascatas em forma de véu na imensidão.
São as mesmas águas que molham o chão.
Águas que abrem em fendas e cobrem os vales .
O caminho do mar é seu rumo e direção.
São as mesmas águas que voltam ao céu,são as mesmas águas que encharcam o chão.


Autor: Odem de Almeida Santos
13/01/2011

Poesias ou Morte